Chuchar no dedo é um comportamento natural durante os primeiros meses de vida e, para muitas crianças, representa uma forma de conforto e segurança.
No entanto, quando este hábito se prolonga ao longo dos anos, pode começar a interferir no desenvolvimento dos dentes, dos maxilares e até da respiração.
Que alterações pode provocar?
A pressão contínua do dedo sobre os dentes e o palato pode alterar o crescimento normal da boca, originando situações como:
- mordida aberta (os dentes da frente deixam de tocar);
- mordida cruzada;
- dentes superiores mais projetados;
- maxilar superior estreito;
- mandíbula mais recuada.
Estas alterações podem influenciar não só a estética do sorriso, mas também funções importantes como a mastigação, a respiração e o desenvolvimento harmonioso da face.
Não afeta apenas os dentes
Quando a criança mantém este hábito durante vários anos, podem surgir alterações na posição da língua e no funcionamento dos músculos da face.
Como consequência, é mais provável verificar-se:
- respiração pela boca;
- dificuldades na mastigação e na deglutição;
- alterações da fala;
- crescimento facial menos equilibrado.
É por isso que, atualmente, a Ortodontia Infantil avalia muito mais do que o simples alinhamento dos dentes, analisando também o desenvolvimento funcional da boca e da face.
Como ajudar a criança?
O abandono do hábito deve acontecer de forma gradual, sem castigos ou repreensões.
O mais importante é compreender porque é que a criança procura este conforto, reforçar positivamente cada progresso e procurar uma avaliação quando o hábito persiste ou já existem alterações visíveis.
A importância de uma avaliação precoce
Na SUN Lisboa, a consulta de Ortodontia Infantil permite avaliar o crescimento dos maxilares, a respiração, a posição da língua e a função muscular.
Quando necessário, a Ortopedia Funcional dos Maxilares (OFM) pode orientar o crescimento da criança numa fase em que ainda é possível corrigir estas alterações de forma mais simples e previsível.
Quanto mais cedo estas alterações forem identificadas, maior é a probabilidade de promover um crescimento equilibrado e de evitar tratamentos mais complexos no futuro.




